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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A magia do futebol



O futebol não é apenas um esporte. E não é mesmo. O futebol é a união de raças, nacionalidades, uma corrente do bem, um laço entre seres humanos. Há quem não goste de futebol, há quem critique esse esporte que encanta e alegra um país, mas esquecem de que antes de ser um esporte, o futebol é vida, o futebol é arte, o futebol é amor, o futebol é paixão.

Ontem, por exemplo, ainda criança, sonhava em ser jogador de futebol. E fui. Fui jogador dentro das minhas possibilidades. E foi perfeito. Foi prazeroso, foi emocionante, foi alegre, fui jogador de futebol. Foi por conta dele que vivi inúmeros momentos felizes na minha vida. Foi ele quem me deu grandes e boas amizades, tudo foi o futebol.

O futebol me fez crescer como ser humano. O futebol me apresentou os mais belos sentimentos e sensações que se pode ter na vida. O futebol me deu emoção, assim como proporcionou aos que torciam por mim grandes e inesquecíveis sentimentos. O futebol une, separa, e une novamente. Porque o futebol não é apenas um esporte. O futebol é mágico. O futebol é lindo. Mais uma vez: o futebol é amor, o futebol é paixão.

O futebol é também educação. O futebol também ensina valores. O futebol me proporcionou estudo, conhecimento e escola, escola boa, escola que também tinha futebol. O futebol não saiu da minha vida, e nem vai sair. Morrerei apaixonado por futebol, e por amor ao futebol continuarei a viver.

E se me perguntarem por que o futebol? Porque o futebol me fez homem. O futebol me mostrou o certo e o errado. O futebol me fez crescer. O futebol me fez humano. O futebol me fez chorar e me fez rir. O futebol me deu amor. O futebol é amor, o futebol é paixão.

Mas se  isso não for o suficiente para entender o que é o futebol, só nos resta gritar, com muita emoção, junto com a torcida do Atlético Nacional: "Que escutem em todo o continente, sempre recordaremos a campeã Chapecoense". Sim, sempre iremos recordar a campeã Chapecoense. Porque o futebol não é apenas um esporte, o futebol não é apenas dinheiro, o futebol é vida, o futebol é amor, o futebol é paixão. O futebol é feito por seres humanos, o futebol é um sonho de muitos, realidade pra poucos e felicidade pra todos. O futebol não é e nunca será apenas um esporte. “Vamo, vamo...Chape!”


quarta-feira, 13 de julho de 2016

A Terra não é do Homem, mas nela morrerá...



E a Terra que um dia foi bela,
Hoje nem bela mais é
Todos falam da sua beleza,
Mas da sua beleza só sabem explorar

E a Terra que um dia foi bela,
Hoje teme para não acabar
Porque se o Homem vive nela,
Boa coisa não irá sobrar

E a Terra que um dia foi bela,
Todos os dias dorme a chorar
Porque o Homem que se diz zelar por ela,
Nem pra isso se pode confiar

E a Terra que um dia foi bela,
Aos pouquinhos vai me levando pra lá
Porque se a beleza que um dia quis dela,
Em algum momento ela vai me levar

E a Terra que um dia foi bela,
Já começou a nos impressionar
Se antes ela estava morrendo,
Hoje ela já acorda a berrar 

E a Terra que um dia foi bela,
Sua beleza volta a brilhar
Porque o que antes era morte,
Hoje já volta a ressuscitar

E a Terra que um dia foi bela,
Nunca irá acabar
Porque o que Deus constrói
O Homem jamais conseguirá matar

E a Terra que um dia foi bela,
Bela permanecerá
Porque se o Homem não é a Terra,
A Terra irá lhe abraçar



terça-feira, 5 de julho de 2016

“Todo menino (a) é um rei...”

               
A vergonha de peidar é tão constrangedora quanto o próprio cocô. Mas sempre há suas vantagens quando o assunto tem um cheirinho do almoço adubado de feijão com uma rodela de tomate. Não é verdade? Os especialistas no assunto sabem muito bem o poder dessa combinação. Até mesmo os que preferem outros pratos. É tão comum e ao mesmo tempo vergonhoso, principalmente ao ser humano, porque aos outros animais isso é tão simples, como a própria bazuca anal das pombas que ficam sobrevoando com seu cu “amirando” em nossas cabeças, como diz na música dos mamonas assassinas, que cagar chega ainda ser um grande tabu a ser quebrado pela sociedade moderna. É, essa mesma sociedade que nega um peido e um cocozinho diariamente.

Mas, mal eles sabem ou devem saber, sim, dos benefícios que essa “brincadeira” oferece aos seus praticantes. Sim, dá um cago não significa apenas jogar fora o que não presta. Pelo contrário. Por de trás de uma bunda suja e de um vaso cagado, existe sempre uma reflexão filosófica e científica desse ato tão nobre e ao mesmo tão fedido. Como, por exemplo, o de entender o porquê de cagarmos. Ou então, por que defecar se nosso estômago e intestino digerem e absorvem quase tudo que comemos? Mas são nessas interrogações que estão inseridas as respostas que levam ao cocô. Sim, defecamos porque merda não se come. Até se fala, mas não se deve comer.

Por outro lado, as reflexões durante o poder efêmero de um elegante rei após suas refeições diárias, sempre bate aquela solidão de um filósofo ilhado num singelo vaso de porcelana, ou então num buraco feito no chão. E nesse momento de tristeza e alivio que culminam numa cagada mais harmoniosa, surgem as ideias, das mais brilhantes às mais horrendas, todas influenciadas pela forma que seu cocô consegue escapar da “boca de velha”. E nesse instante de exílio ou fuga de todos os tormentos que acontecem fora dali, cagar não é mais visto como algo vergonhoso ou exclusivo de pessoas que cagam. Ao contrário. Sentar no trono chega a ser a mais pura realização para pessoas autoritárias, já que toda ordem vai de cima para baixo.


Portanto, cague! Não se sinta pressionado por pessoas que também cagam. Melhor você no trono feito um rei, entendendo a ciência, a fisiologia do seu organismo, compreendendo as razões que fizeram você chegar ali, do que não cagar e se sentir incomodado por alguém que só quer fazer você feliz e realizado: o cocô. Se isso ainda não foi suficiente para lhe convencer da importância que esse ato tem sobre sua vida, experimente depois dessa leitura ou após umas das refeições diárias, dar um cago. É simples: feche a porta, levante a tampa, se tiver, abaixe as calças e seja feliz. Melhor você cagando do que você triste por não ter cagado. Lembre-se que cagar não é inútil. Inútil pode ser seu dia se você não cagar. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Voa beija-flor!



Quando eu era criança, vivia a caçar passarinhos. Não para fazer o mal a eles, mas por curiosidade de poder vê-los mais próximos de mim e senti-los também. No entanto, a minha sina sempre foi a de capturar um beija-flor. Era um desafio, uma missão, pois não tinha armadilhas e o passarinho sempre arisco ao beijar as flores, além do bater de asas freneticamente, não me dava a mínima chance de realizar tal ato.

Mas a vida é uma caixinha de surpresas, seja ela boa ou ruim. Então agora já adulto, lá estava eu a lavar as mãos na pia de um estabelecimento fechado por vidros, quando me deparo com um dos meus maiores desafios de infância, o beija-flor. No primeiro momento apenas o observei, enquanto que continuava ali lavando as mãos. Só que por um instante, percebi que o pobre passarinho encontrava-se estressado e cansado por não saber por onde sair. Ele estava diante de uma cilada transparente e espessa, o vidro. E para piorar tudo aquilo, a única saída seria a de descer a escada daquele lugar. Mas isso com certeza não passara pela cabeça dele naquele momento de agonia. Podia ali ser os seus últimos voos antes do último suspiro para morada espiritual.Só que a natureza, que não fala e não pensa, mas consegue dizer o que quer através de linguagens próprias, deu uma última chance ao pequeno beija-flor. E quis o destino que a cartada final dependesse de mim. 

E foi exatamente nesse momento que o sonho de criança tornara realidade. O humilde beija-flor pousou numa planta de vaso que ficava ao lado da pia daquele lugar, e ao fazer isso o passarinho das flores como se quisesse dizer algo, olhou-me com seus olhos cansados, apáticos e respirando fundo me dizia que já não aguentava mais todo aquele sofrimento e que precisava de minha ajuda. Naquele momento, apesar da situação adversa, realizava ali meu primeiro desejo, o de poder ver pessoalmente um beija-flor parado e com suas pequenas e delicadas penas aplumadas ao seu corpo. Mas a vida quis mais. Devagar, com receio que ele voasse, levei minhas mãos até o pequeno ser voador, quando consegui realizar meu segundo desejo, o de pegar e sentir a leveza e a delicadeza daquele passarinho. Não estava voando, mas o importante é que tudo quis um dia fazer quando moleque estava sendo realizado naquele minuto. Então a natureza, naquele momento, me deu uma nova missão, salvar o beija-flor. Eis que desço então a escada, com o pequeno beija-flor nas mãos, e com um ato singelo o soltei dando a ele a liberdade de viver a bater as asas freneticamente novamente e beijando as flores a bailar. E assim foi, e assim o beija-flor voou para nunca mais voltar.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Grilos, de onde vieram?


Cientificamente a Terra nasceu da explosão do Big Bang, mas e os grilos? Pode haver inúmeras hipóteses até mesmo ligadas à Ciência, no entanto, nenhuma pode ser tão exata ao ponto de desvendar a aparição de centenas de milhares de grilos da noite para o dia. Nem os coelhos, na sua velocidade à la Bolt para acasalar conseguem isso. É claro que estamos falando de um inseto (grilo), mesmo assim, qual seria a resposta para essa invasão fora do normal?

Isso é tão impactante, que nas redes sociais do mundo do Norte só se fala neles. É grilo pra lá, pra cá, nas roupas, nos ouvidos, no quintal, no lençol, grilo em todo canto. Meu Deus! Como diria o famoso Fabrício Nogueira: Estamos no Egito? Talvez ele tenha razão e isso seja reflexo das profecias, porém, Santarém não seria a escolhida e condenada (amaldiçoada) por grilos, os quais servirão de alimento para inúmeros passarinhos, ajudados por seus inimigos gatos que durante a noite matam esses insetos por diversão. Não há um elo para essa loucura. Realmente isso é uma verdadeira grilagem, para não dizer uma frase mais “romântica”.

Mas, ainda nessa incógnita de fato grilada, alguns podem dizer que foi a temperatura que baixou e por isso eles apareceram. Mas como? Estavam onde até então? Vieram com a chuva e solidificaram-se quando caíram no chão? É muito grilo, negada! Na verdade, essa é a verdadeira grilagem, que vão entrando sem pedir permissão em qualquer buraco da Terra, especificamente Santarém. (Que coincidência, na mesma região onde acontece algo parecido. Opa! Voltemos à verdadeira grilagem). Quem disseminará esses bichinhos voadores e barulhentos, que numa frequência sem igual se multiplicam na mesma proporção que cantam? Grilos, deixem a mensagem e voltem ao pó, à chuva, sei lá, de onde vocês vieram.

Se isso não for possível, deixem-nos o segredo dessa mágica que consegue em menos de um dia fazer brotar a população da China numa cidade de 300 mil habitantes. Opaaa! Seria o efeito borboleta? China, Santarém, grilos...Será? Chineses se reproduzindo do outro lado do mundo e grilos brotando aqui no Brasil. Será? As hipóteses foram lançadas, mas a resposta só o tempo para dizer. Caso contrário, prestemos mais atenção quando o tempo der uma reviravolta novamente. Até lá, portanto, devemos aprender a conviver e entender a vida dos grilos, mesmo que para isso seja necessário ficar com algumas roupas cheias de buracos e com eles a grilar.



Observação: não levem esse texto a sério. rsrsrsrs. 


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Outros tempos.


A chuva que não é de julho, agora veio nos visitar
E o sol de outros brasils ainda não veio para ficar
A lua cheia de tanta força não podemos mais confiar
O mundo vai mudando e ninguém entende o que há
Mas, se eu te falar das histórias dos vovôs, vocês irão acreditar?
Nem estudos eles tinham mas já diziam o que iríamos encontrar
É, meu povo, os tempos são outros, 
A natureza ficou ainda mais imprevisível
Quem mandou com ela "brincar".

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Lençol


Viver sem lençol é impossível. Não, isso não é exagero e sim necessidade. Ele, digo o lençol, é como uma roupa, se não tiver ninguém dorme. Tá bom, alguns dormem, sim, mas... com um lençol. Achas que estou mentindo? Experimente dormir sem ele esta noite e verás do que estou falando. É como sair na rua pelado, não que eu já tenha feito isso, mas deve ser bem perturbador e constrangedor, igual dormir sem lençol.

E, muitas das vezes, nem é preciso estar coberto por um lençol, apenas ter o lençol por perto. É, ele é mais do que um pano, o lençol é uma amiga, uma namorada, ou o que você imaginar para servir de companhia durante uma bela noite de sono, ou não. E, para piorar a ausência de um lençol, é saber que nem perto de você ele se encontra. É como estar com sede sem ter água na geladeira ou na torneira. É uma tremenda loucura. Nesse caso, insônia.


Realmente, o lençol é importante. Tão verdadeiro isso que até quando estamos dormindo na rede a rede vira lençol. Tudo vira lençol. Só não dá para ficar sem ele. E, mesmo que você fique sem o lençol, transforme algo em lençol, porque mesmo que isso pareça insignificante, aposto que você jamais dormirá sem lençol esta noite. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Salve o Caribe Brasileiro!



O Caribe brasileiro pede socorro. Eleita a praia mais bonita do Brasil, segundo o jornal britânico The Guardian, Alter do Chão vive o lado obscuro da fama. Os principais jornais do país já não falam mais do título que o destacou mundialmente, o assunto agora é constrangedor e vergonhoso à população local e à administração pública de Santarém: a contaminação da água do rio por coliformes fecais.

Dessa forma, à la rio Tietê, Alter do Chão começou a mostrar os sintomas dos maus tratos e da falta de respeito e educação com a natureza do seu povo. Já não bastasse a ausência de bons modos, assim como na cidade de Santarém, os esgotos das residências do Caribe brasileiro não recebem o devido e obrigatório tratamento dos governantes imediatistas, porque gestor que se preze (estão incluídos os antecessores aqui) jamais deixaria de pensar em saneamento básico para sua cidade e arredores.

Por causa disso, mais uma vez, a ignorância fez suas vítimas. A praia reconhecida mundialmente por suas belezas, hoje padece no leito do rio doente. A população local já sente as consequências desse mal, com muitos deles sendo diagnosticado com hepatite A, doença transmitida por veiculação hídrica, ocasionando assim preocupação, receio e medo nos turistas e no próprio povo de Santarém (Alter) que usufruem da praia mais bonita do Brasil cotidianamente. 

Portanto, a única alternativa para resolver esse cenário entristecedor é fazendo o que já tinha que ser feito há décadas: saneamento básico, com tratamento de esgoto, medidas preventivas, leis severas e que funcionem de fato, educação, zelo e respeito com a natureza. Infelizmente, o ditado “antes tarde do que nunca” parece ser o lema para resolver essa poluição e contaminação altíssima nas águas de Alter do Chão, só dependendo agora da motivação dos governantes em realizar tal atitude. De qualquer maneira, “a esperança é a última que morre”, e assim, quem sabe, o Caribe finalmente recupere a boa fama. Só nos resta esperar e torcer...

domingo, 8 de fevereiro de 2015

A Contradição...


Em uma cidade que tem um rio com aproximadamente 1150km de comprimento, atravessando a cidade de São Paulo de Leste a Oeste, ficar sem água é sinal de descuido e muita prepotência. Mais uma vez a preocupação de um dos Estados mais ricos do Brasil esteve relacionada com a industrialização, hidrelétricas e esqueceram o primordial para tudo na vida: o solvente universal chamado água. Desafiaram e não cuidaram da natureza, agora sentem as consequências disso.

Dessa forma, se hoje São Paulo passa por uma catastrófica seca, que afeta inúmeros municípios do Estado, a culpa, sem dúvida, é da administração que se planejou e planeja em curto prazo e desmerece ou se acha superior a quem não pode ser controlada por seres racionais de carne e osso: a natureza. Se os meios justificam literalmente esses fins, e se hoje essa frase está fazendo sentido na vida do povo paulista, é porque a inteligência de quem governa a cidade, o Estado, até mesmo de quem cuida dela cotidianamente, subestimou o poder de reação de quem só quer ser útil e não é bem cuidado: o rio.

Nessa crise que a população de São Paulo se encontra, o rio Tietê com certeza seria uma excelente via de escape para esse problema. Mas, até onde as águas do rio volumoso poderiam ser utilizadas para consumo das pessoas, as hidrelétricas impedem esse uso por suas particularidades. Sem rio limpo, com hidrelétricas, seca natural, logo a água tornou-se o bem mais valioso da cidade que valorizou, durante os últimos 95 anos de industrialização, os grandes prédios, as grandes obras, o dinheiro imediato e jogou na base de tudo (rio) o lixo de toda essa evolução que agora se intimida com a falta de uma simples gota de água.

Portanto, antes de qualquer tomada de decisão, é imprescindível conhecer e entender o valor das fontes naturais que interferem diretamente no funcionamento da vida no interior, na cidade, no Estado, no Brasil ou no mundo. Pensar de maneira imediatista, desmerecendo a natureza, além de ser um risco iminente à biodiversidade, que o ser humano está incluído também, é completamente desrespeitador com quem só nos oferece benefícios. Visar apenas o dinheiro e achar que o resto é resto, ou que o resto é inacabável, é a principal prova de que o ser humano é prepotente e burro quando o assunto é dinheiro. No entanto, se o “money” acabar o mundo ainda vive. Mas se a água, por exemplo, acabar o dinheiro jamais existirá nas mãos de quem tanto o quer.




domingo, 7 de dezembro de 2014

Antes de tudo, respeite!


Os brancos, em sua maioria, são prepotentes. A cultura dos índios deve ser respeitada, assim como a de qualquer outro povo. Não é através da imposição de uma lei que se pode mudar o pensamento, as características e o modo de vida dos outros. Antes de pensar em interferir nos costumes dos indígenas, os políticos deveriam se preocupar com a população que está passando por inúmeros problemas sociais e econômicos. Se a Constituição permite, então não há motivos para “meter a colher” onde não é chamado.

O exemplo perfeito para isso é a construção de mais hidrelétricas na região do Tapajós. Nesse assunto que os representantes do povo brasileiro, ditos éticos e senhores do respeito ao bem comum da população, deveriam criar inúmeras e severas leis. Porque, acima disso tudo, existem famílias que podem ficar desalojadas, indígenas que podem ser afetados diretamente, além, é claro, do enorme impacto ambiental que prejudicará a população, sem sombra de dúvida, através dessa obra gigantesca e desnecessária.

Se os índios têm a cultura de sacrificar seus filhos quando acham que são desnecessários para continuarem vivos, é uma decisão que deve ser respeitada. Dizer que está errado e, a partir disso, tentar criar subterfúgios para impor determinado pensamento, é inaceitável. As culturas devem ser restritamente respeitadas, quando amparadas por lei logicamente, para que não haja interferências banais como a de certos políticos que se acham no direito de mudar o modo de vida de outros povos.


A lei, portanto, é uma ferramenta, nesse caso, completamente inviável. O diálogo, sim, é importante, como dito por um enfermeiro que cuida de uma das tribos que pratica esse tipo de ritual, pois, dessa forma, será respeitada a vontade daquele povo, sem impor ou punir os que quiserem desapegar-se dos filhos que não apresentam as condições físicas ou neurológicas compatíveis àquela sociedade. Se não for assim, então que comece logo a criar leis também que venham interferir na conduta e no modo de vida desses políticos que não nos representam. Aí eu quero ver...

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Círio: manifestação de fé, compaixão...ou de status?


Uma das principais celebrações religiosas do Brasil, mas que pode ser encarada também, por alguns ditos “fiéis”, como uma “ferramenta” para se promover socialmente. Ir ao Círio por ir e não honrar ou cumprir a linha de pensamento proposta é de uma hipocrisia imensurável. Caminhar com Maria, ou com a imagem que representa a mãe de Jesus Cristo, vai muito além da peregrinação que é feita da igreja de São Sebastião à Praça da Matriz.

O exemplo disso é o pré-Círio ou o pós-Círio. Durante esse tempo as pessoas tendem a ser egoístas umas com as outras, sentir raiva, inveja, ingratidão, ódio e todo e qualquer sentimento negativo que possa existir na face da Terra. Mas quando chega o Círio, parece que deixam suas “capas” em casa ou as colocam, como queira, e caminham serenamente durante algumas horas até a grande chegada à Praça da Matriz.

Feito isso, chega-se o momento da promoção ou de se autopromover, durante a peregrinação também ocorre, para mostrar que atrás de um sentimento ruim que se teve durante o ano todo e com todos ou com a maioria, existe ali uma pessoa fiel e que respeita e segue os princípios de uma vida regrada e fraterna com o próximo. Mentira! Porque na semana seguinte, até o dia da festividade de Nossa Senhora, tudo se transforma e os sentimentos ruins voltam à tona.


Toda e qualquer manifestação religiosa, portanto, deve ser seguida não apenas no dia que se homenageia determinado Deus, Deusa, Santa ou Santo. As atitudes de um cristão e de um não cristão também devem ser pautadas fundamentalmente no amor ao próximo. Independentemente de se ter religião ou não, o ser humano deve sempre valorizar o outro, da mesma forma que Jesus Cristo e Maria, em particular, valorizaram seus filhos e filhas. Para muitos o Círio é de fato um momento de celebrar e continuar vivo e agindo segundo os princípios bíblicos e de vida fraterna. Para outros, o Círio é apenas um relance de um “mundo” que acaba na Praça da Matriz.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Liberdade e não libertinagem


"Faça o que eu digo, mas não não faça o que eu faço." Se os pais não cumprem o que falam, orientar os filhos e confiar neles é mais viável do que ser um super falso-moralista. Dar a liberdade, mas, acima de tudo, mostrar o caminho a ser seguido é o que torna a relação pais e filhos justa e flexível. Autoritarismo é sinal de fraqueza. 

Os exemplos disso são os casos de jovens de menor idade que engravidam "sem querer"; que entram no mundo das drogas e bebidas por influência; e que se revoltam com a própria família. Se os pais não podem honrar o que pregam, não há por que acorrentar os meninos sob um regime totalmente autoritário. Prender demais não diz nada na criação dos filhos.

É por isso que não existe diálogo, compreensão e tampouco respeito. Libertar os filhos não é sinônimo de entregá-los ao mundo de "mãos beijadas", como muitos pais dizem. Pelo contrário. Significa dar a eles o caminho e orientá-los a não desviar o foco. Ou seja, garante, ao mesmo tempo para ambos, confiança e respeito.

Portanto, ser flexível e, principalmente, confiar nos filhos é o primeiro passo para o diálogo e a sinceridade entre as duas partes. Caso contrário, não haverá uma resposta positiva na relação. E como é de praxe, isso é visto na adolescência ou em outros casos na vida adulta, refletindo diretamente na criação dos filhos, mas de um jeito totalmente inverso da criação que tiveram. Liberdade, sim, significa confiança e poder.

Os sábios foram adormecidos pelo sistema



Os sábios ou os poucos deles foram adormecidos no automatismo do mundo globalizado. Hoje, ser crítico, filosofar...é loucura, falta do que fazer. O importante para a sociedade é ganhar dinheiro e ser “feliz”. Além desse comportamento social, outro fator que não pode deixar de ser citado é o poder do Estado, dos políticos, desse tipo de manipulação sobre a população mundial. Ter gênios ativos é perigo iminente às autoridades.

Isso é bem notado no próprio Brasil. Alunos cada dia mais desmotivados pela ausência de incentivos às inovações tecnológicas, estudos científicos, para qualificar e promover o conhecimento desses meninos e do país. Mas não. Preferem a mão de obra barata, profissionais pouco qualificados – técnicos – a investir em universitários, na educação de um modo geral, fazendo com que muitos desses garotos férteis intelectualmente saiam pela tangente e adormeçam nas suas próprias loucuras.

Além disso, a própria sociedade evoluiu de tal forma que o padrão de exigência para viver nela segue uma linha totalmente automática: estudar, ser rico e só assim ser “feliz”. Não importa a profissão, o que vale é seguir o modelo estabelecido. Ou seja, o mundo tornou-se robotizado e ao mesmo tempo retrógrado, sem críticos. A população mundial voltou ao tempo primitivo, grotesco. Gênios ou grandes pensadores só nos livros mesmo, porque os que estão vivos foram adormecidos e ocultados pelo sistema opressor e seletivo.

Sábios não sumiram e tampouco deixaram de ser produzidos. Por isso, faz-se necessário apoiá-los e, principalmente, manifestar junto a eles a indignação de um povo descontente com a forma que a sociedade é tratada cognitivamente. Quem tem sabedoria tem poder, mas no mundo atual ter apenas isso pode não ser o suficiente para se destacar. É preciso jogar junto com a “máquina”, caso contrário ser apenas esforçado já basta. Os Einstens da vida precisam acordar antes que outros Lulas, por exemplo,  despertem.



segunda-feira, 28 de abril de 2014

Carta à Presidente da República



Santarém, 28 de Abril de 2014

Presidente Dilma,
A copa do mundo despertará o ódio e a revolta contra o Governo. Embora a festa esteja começando, os convidados parecem estar bem animados e empolgados, o povo ficará enfurecido depois que as maquiagens começarem a se desfazer. A mídia faz uma excelente encenação, uma mega cobertura de fato; os políticos diplomáticos como sempre; e a maioria da população acreditando nos palhaços do grande circo que abrirá as portas em Junho.

Mas isso será fantástico até o grito de campeão.A África do Sul, país sede da copa do mundo de 2010, que até hoje paga dívidas por ter investido num projeto que favorece uma instituição rica e extremamente exploradora, sabe muito bem o que isso significa. Além disso, essa brincadeira que não é o futebol, faz com que famílias sejam desapropriadas – a indenização por isso não chega a 13 mil reais - para ceder área a estádios e outras construções ligadas à festa dos políticos de futebol de  2014.

Sem contar também dos 85% dos 30 bilhões investidos e que foram tirados do bolso do povo brasileiro através de impostos. Um valor exorbitante, desrespeitador e desonesto com as pessoas que reivindicam todo ano por melhores hospitais públicos, educação de qualidade e outros pedidos para melhorar a qualidade de vida da população brasileira. É um cenário brilhante, para as principais emissoras brasileiras e aliados do Governo, mas ao mesmo tempo de dar vergonha, de “rir para não chorar”.

Dessa forma, Presidente Dilma, fique preparada para a avalanche que cairá sobre seu "ombro" depois que tudo isso ficar claro na mente de cada cidadão “cego” e empolgado com a festa. Copa do mundo dura apenas alguns dias no mês, mas problemas sociais perduram e durarão por longos anos na sociedade brasileira. Enquanto as pessoas não tirarerem os óculos de grau e a maquiagem dos palhaços não derreter, pode relaxar e rir. Mas não se surpreenda quando todos despertarem e os mágicos começarem a suar.
                                                                    
                                                                 Atenciosamente.


segunda-feira, 24 de março de 2014

Nascidos para amar


Amizade entre homem e mulher é o primeiro passo para o beijo na boca. Se isso fosse uma calúnia, não haveria tanta dança de acasalamento entre passarinhos e lutas terríveis entre felinos para conquistar a parceira. Homem e mulher não nasceram para ser "carne e unha" do outro, a não ser que isso tenha um propósito maior ou mais interessante.

O contrário disso são pessoas com baixas quantidades de hormônios. O homem, por exemplo, é atraído por uma mulher com um único objetivo: "reproduzir". Se isso fosse mentira, a população brasileira - a pobre principalmente - não teria tanto descendente assim e a China não seria o povo mais numeroso do planeta Terra. Quem afirma que amizade entre sexo oposto existe é porque não teve ainda oportunidade de isso virar amor.

A natureza não está programada para fenômenos diferentes disso. Os seres vivos estão interligados e ligados a um ciclo virtuoso e primordial para a existência da vida na Terra: nascer, crescer, ser atraído por um sexo oposto, reproduzir, deixar descendentes e morrer. Amizade é apenas uma "mãozinha" que o amor criou para que o natural possa assumir o controle. Opiniões contrárias a esse fato só podem ser de "amigos" que ainda não se entregaram para o amor.

Portanto, amizade entre o sexo oposto é apenas um disfarce daquilo que um dia será chamado de paixão. Homem e mulher não nasceram diferentes à toa, tanto fisiológica como anatomicamente. Se houver algo que desobedeça a essa regra natural, o problema é na quantidade de hormônios. No mais, o sexo oposto atrai, mas não para se tornar amigo, e sim para amar.

Ser velho também é ser jovem


O idoso reflete aquilo que ele foi na juventude. Se o jovem de hoje é o velho de amanhã, por que se entregar a um modo de vida tão chata? O ancião não é obrigado a aceitar o descaso da “idade nobre” intitulada pelos ingratos. Envelhecer também é uma dádiva de poucos. Não há motivo para ter medo.

O exemplo disso são os velhos “engraçadinhos”. Eles aproveitam a vida como um garoto de 16 anos: bem danadinhos. A vida não terminou, então não tem porque evitá-la. Se a sociedade julga de um jeito preconceituoso, pouco importa isso. A velhice não pode ser menosprezada por uma mentalidade totalmente egoísta. Velho também é jovem, assim como existe jovem que também é velho. É tudo uma questão de atitude.

Quem chega a esse estágio na vida é porque tem força para suportar outras experiências, só que de um  jeitinho bem diferente: cabelos grisalhos, a pele enrugada e os passos curtos. Essa é a diferença do jovem para o idoso. O resto dependerá da aceitação da idade de cada ancião. Ter alguns anos a mais não influencia na riqueza do espírito. A velhice está na mentalidade de cada indivíduo, independente da casa decimal.


Passar dos 60, portanto, poucos conseguirão. Viver a partir dessa idade só os que se permitem encarar novos desafios. É necessário então suportar o que a vida oferece  da maneira mais aceitável possível ou do jeito que aceitar ser possível. Ser velho é importante, embora o julgamento desagradável, mas só envelhece e perde a vontade de viver quem quer. Sorrir, falar besteira, ...também são atitudes de velho. A mentalidade não envelhece, a não ser que se permita isso. 

domingo, 23 de março de 2014

Uma bola, o povo doente e vários "animais"


O Brasil pode até ser o país do futebol, mas não é só de bola que o povo vive. Ou é? Alguns bilhões investidos em estádios e os brasileiros continuam angustiados com o descaso dos governantes em relação à saúde e educação. Se a copa do mundo 2014 irá movimentar as regiões brasileiras no mês de Junho, o que esperar depois que o “circo” for desarmado?

Os problemas decorrentes disso estão nas próprias cidades-sedes da copa. Exemplos do caos em que vivem os municípios brasileiros são vistos das janelas de cada habitante. Só na vê quem não quer. Não adianta apenas vangloriar-se do título de “país do futebol” enquanto o resto da população mal consegue dar um chute nas doenças e um drible no português “mal dizido”. Isso é “bola murcha”!

Essa infraestrutura do Brasil é precária. Faltam escolas equipadas, professores com bons salários e bem capacitados; na saúde, os médicos precisam de suporte para melhor atender os enfermos, mas não podem usufruir disso também. O motivo ou a justificativa é a mesma em praticamente todo discurso: “falta verba”. E o que será que os políticos teriam a declarar dos 30 bilhões que estão sendo investidos num projeto de um mês?


O Brasil, portanto, virou um grande “circo”. Nele, os palhaços são os políticos, a plateia são os empresários e cooperativas e o povo...Se nesse “show” haverá piruetas, malabarismo, isso pouco importa de fato. O que é esperado mesmo são os “elefantes brancos” que ficarão após a apresentação dos palhaços e do cachê da plateia. Bem-vindo ao Brasil. Bem-vindo ao país do futebol.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A música virou um bom negócio


A música brasileira virou comércio. O que interessa não são as belas canções, mas sim o que o gosta e gera lucros. Entre Paralamas do Sucesso e Anita, a população grita pelo "PRE-PA-RA". A mídia divulga, faz a lavagem cerebral e os milhões de fãs espalham o "belo som" produzido por esses funkeiros da atualidade. Quem perde são os amantes do bom som e os compositores das belas letras.

O exemplo disso é o "fim de ano da globo", no qual prevalece o som do povão à melodia enriquecida por perfeitas composições do Skank. E para piorar o que já é grave, Roberto Carlos canta os grandes sucessos da funkeira Anita. A música realmente deixou de ser música há muito tempo. E a culpada desse problema é a mídia, que manipula os artistas e valoriza o que muita gente considera como música ou algo parecido com isso.

Se o "se joga,se joga..." do Naldo é melhor que as canções de Nando Reis, isso é apenas um detalhe midiático e de muito interesse financeiro. Mas que sirva de alerta: independente do sucesso do momento, quem sai perdendo não são os donos das famosas produtoras musicais, nem a mídia, que se beneficia com a explosão de sucesso desses "pseudo-músicos", quem perde é o povo, que se deixa ser influenciado pelo aculturamento da atual sociedade.

Anita, Catra..., portanto, fazem sucesso porque a crítica deixou de fazer parte do caráter do povo brasileiro. A população não quer mais saber de rimas bem elaboradas ou arranjos perfeitos. O que interessa é a batida perfeita, o ritmo animado e uma pitada de sexo nas letras das músicas. Foi-se o tempo que Cássia Eller tomava conta das noites dos jovens e Renato Russo inspirava outros milhões desses. Agora o "créu" substituiu tudo isso.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A vida (de) em um bairro


Os anos se passam e lá se vai mais uma geração. Quem é que não viveu isso que atire a primeira pedra? Principalmente em cidade pequena, como a de Santarém, gerações crescem juntas e morrem em tempos distintos, como se tudo fosse uma regra (e não deixa de ser, a regra natural da vida).

O bairro pode ser o seu, o meu, o dele...mas independente de qual seja as peças do jogo serão sempre as mesmas: avós, pais, filhos ou netos. Sem contar também dos lugares, os donos dos estabelecimentos, as lendas, histórias que marcam a fase, a geração ou o bairro da cidade: bares, padarias, açougues,igrejas, canto da dona fulana de tal, dona cicrana...

A ótica depende de quem está vivendo ou contando, mas mesmo assim sempre os mais velhos são os avós, depois os pais e em seguida os filhos. Até que chega o ponto que vovôs vão partindo, amigos de vovôs também.  Papais vão indo e amigos de papais também. A partir desse momento nascem novos filhos, e os pais viram avós e os filhos agora são os novos pais.

Assim vai caminhando o tempo, lugares vão ficando na lembrança, vizinhos também, a idade continua aumentando, a velhice surgindo e um novo ciclo começando. Não sei se o melhor é lembrar-se dos momentos maravilhosos vividos ao lado de tanta gente boa, ou ficar triste por saber que nada irá voltar, apenas ficará na lembrança até o último suspiro, para que novas gerações reconte a história do bairro com uma nova ótica e com novos protagonistas até o próximo suspiro novamente.

Sob uma ótica literalmente animal...











Fotos: Emanuel Siqueira
Local: Praia da Salvação e Lago do Juá/ Santarém-Pa